28/02/2019
A prática do mergulho começa com a adaptação do corpo a água. O homem vive imerso numa redoma de ar, onde cada molécula do corpo humano está comprimida sob esse imenso oceano gasoso. Respirar é um alívio. Os músculos peitorais se expandem e o diafragma movimenta-se permitindo a expansão dos pulmões e a suave entrada de ar, ao relaxar-se o ar é exalado, e o ciclo mágico continua perpetuamente, sem que tenhamos conta de sua importância. A perfeita sincronia de um simples respirar muda drasticamente quando o ser humano está na água.
O nadador tem muita intimidade com a água, gosta de sua temperatura, e busca a ausência de atrito, em cada braçada vigorosa, no anseio de conquistar a maior velocidade possível. A respiração é o ponto chave, e deve ser cadenciada, ritmando o corpo e oxigenando os músculos, traçando uma reta imaginária, até ao alcance da melhor performance. Independente de qualquer instrumento pode-se assim deslocar-se pela superfície liquida, sem nenhum aparato especial, desde que seja suprida a porção vital de ar.
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